Crescimento do e-commerce no Brasil

Um pouco de história

Em meio ao cenário caótico mundial e nacional, de crise econômica, pandemia e até inflação, o crescimento do e-commerce no Brasil segue a passos largos. Isso porque a opção de comprar pela internet só traz vantagens: preços melhores, ofertas, possibilidade de parcelamento, facilidade na comparação de características dos produtos e ainda nem precisa sair de casa. Tudo chega na sua porta.

Mas não é de hoje que o mercado de e-commerce está em expansão no país: desde sua criação ele só vem crescendo. Inclusive, em todos os períodos de crise ou desemprego pelos quais já passamos. Ao longo de duas décadas, o consumidor mudou suas preferências e formas de comprar, mas o setor nunca deixou de expandir.

O e-commerce teve início nos Estados Unidos com o surgimento da Amazon.com, no final da década de 1990. Cerca de cinco anos depois, a novidade chegava ao Brasil com a loja de livros Booknet, que foi comprada pela Submarino posteriormente. De lá pra cá, seu crescimento sofreu algumas variações ao longo dos anos, mas sempre foi constante. O que impulsionou enormemente o crescimento do e-commerce no Brasil e no mundo foi o advento da internet discada, possibilitando que mais pessoas tivessem acesso aos websites de venda de produtos online.

Daí em diante, a otimização da internet só favoreceu ao crescimento do e-commerce no Brasil e no mundo, melhorando a qualidade e velocidade de conexão. Com isso, mais pessoas tiveram acesso a ela e essa melhoria também possibilitou o desenvolvimento de ferramentas cada vez mais avançadas e alinhadas com as necessidades tanto do cliente, quanto do lojista. E a relação entre eles também mudou: de um lado, os consumidores ficaram mais exigentes por qualidade, eficiência na entrega e preço, fazendo com que as empresas tornassem o atendimento mais rápido e otimizassem o setor logístico.

Um ponto importante também foi a necessidade de que os governos criassem leis e normas para as transações via internet. Um exemplo é a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 14/8/2018) criada no Brasil e inspirada na GDPR (General data Protection Regulation) da União Europeia.

Como o e-commerce no Brasil encara o momento atual?

Resumidamente: continua crescendo! Claro que em 2020 tivemos um aumento significativo das vendas online devido à necessidade de isolamento social que vivemos por causa do coronavírus. Muitas empresas se viram obrigadas a migrar sua loja física para o mundo virtual. E a maioria se surpreendeu, pois as vendas aumentaram! Claro, primeiro porque o lojista passa a ter dois pontos de venda, o físico e o online, mas uma boa parte dos que tiveram sua loja física fechada, mesmo assim notaram uma melhora nas vendas. Outra vantagem enorme de realizar comércio e oferecer serviços pela internet é que ela oferece diversas ferramentas, tanto de vendas, como de publicidade. O link direto entre redes sociais e loja online é amplamente utilizado pelos empresários, aumentando consideravelmente o retorno nas vendas.

Alguns números (animadores!)

A empresa de tecnologia financeira FIS realizou o estudo “The Global Payments Report 2021” que mostra que no ano de 2020, os gastos com comércio eletrônico cresceram 22%. Esse foi o crescimento mais rápido dos últimos cinco anos, como já mencionamos antes, muito devido à pandemia. Apenas para o ano de 2021, a previsão de crescimento é de 26%, segundo a E-bit | Nielsen, que também prevê um aumento em 16% no número de pedidos e de 9% no valor médio total das vendas.

A empresa Neotrust apresenta um estudo que confirma o crescimento das vendas online já no primeiro trimestre de 2021. Além disso, uma tendência no mercado virtual vem se mantendo: as mulheres representam 58,1% dos consumidores online, mas em contrapartida, são os homens que gastam mais: o ticket médio no primeiro trimestre de 2021 foi de R$ 538,20. A pesquisa também mostrou que a média de idade do consumidor final é de 37 anos, sendo as faixas de 36 a 50 anos (33,9%) e a de 26 a 35 anos (33,1%) as mais relevantes.

E o futuro parece ser bem promissor: segundo o estudo da FIS citado acima, a projeção de crescimento do mercado de e-commerce no país até 2024 é de 57%.

Qual o futuro do e-commerce no Brasil?

Bom, já vimos que os números são ótimos e com certeza o mercado continuará se desenvolvendo a todo vapor (expressão um pouco antiga para a situação… 😉 ). O fato é que, junto com o crescimento do mercado, temos o desenvolvimento cada vez maior de uma grande aliada: a tecnologia. Na verdade, nada disso seria possível sem ela! Então, as principais áreas que devem sofrer avanços para o mercado de comércio online daqui pra frente são as compras por voz e, claro, a inteligência artificial.

E ela já é nossa velha conhecida. Quem aqui nunca fez uma pesquisa sobre determinado produto e ‘magicamente’ começou a receber propagandas sobre aquilo nas redes sociais? Pois é, cada vez mais os seus dados estão sendo usados de forma inteligente para criar experiências e oferecer produtos que se encaixem melhor no perfil do usuário. E isso também ajuda na hora das entregas: otimizar a logística possibilita, por exemplo, que o produto chegue no mesmo dia em que foi comprado. Já o comando por voz veio facilitar ainda mais a vida. Atualmente, o uso mais popular são as assistentes pessoais virtuais, mas com certeza, as vendas online vão desenvolver mais e mais métodos para agilizar o processo de vendas. E o uso de comando de voz para realizar transações é um método promissor.

Portanto, não há como discordar: o mundo está caminhando cada vez mais para o virtual e o online, e o ato de comprar não poderia ser diferente. As tecnologias o tornam muito mais seguro e eficaz e, para o consumidor, só aumentam as vantagens, conforto e praticidade.